Futura
Time Machine: Porto
10-11 de julho de 2026
Uma viagem até ao Porto de 2050, uma cidade não só «azul», mas também profundamente «verde».
Futura Time Machine é um encontro de pessoas que querem participar ativamente no futuro da sua cidade. Ao longo de dois dias, 150 pessoas que vivem, amam, trabalham ou estudam no Porto, ou que simplesmente amam as cidades, embarcam numa viagem até ao ano 2050.
Havia cientistas, artistas, futuristas, intérpretes e cidadãos. Pessoas de diferentes gerações e áreas de atividade reuniram-se, com uma coisa em comum: o amor pelo Porto e o desejo de imaginar, em conjunto, a cidade Verde-Azul onde gostariam de viver.
A Futura Time Machine não é uma conferência. É uma viagem onde a imaginação sobre o futuro ganha vida e onde cada participante se torna, não um espectador, mas um criador da cidade que está por vir.
10 e 11 de julho de 2026 (sexta-feira e sábado)
Local: Círculo do Porto
Inscrição: Gratuita para o público em geral, com vagas limitadas e a obrigação de estar presente nas duas tardes
Idioma: Este evento decorreu em português, estando também disponíveis o inglês e o espanhol.
Juntos, os participantes viajaram até ao futuro do Porto.
O que aconteceu na
Futura Time Machine?
10 e 11 de julho, pela manhã · 09h00–13h00
Fellowship Futura Lab
Doze jovens mulheres de diferentes áreas — investigação, inovação, cultura e território — constituíram o grupo do « Futura Fellows ». A Futura coloca deliberadamente as mulheres no centro da imaginação sobre o futuro das cidades, refletindo o seu compromisso com a sua missão.
Juntamente com uma equipa de futuristas, investigaram e co-criaram as infraestruturas da imaginação: o que tem de mudar, o que tem de ser construído, o que tem de ser transformado para que possamos chegar ao Porto Verde-Azul que desejamos.
As duas manhãs constituíram um todo contínuo. O trabalho começou na sexta-feira e terminou no sábado. O laboratório estava fechado ao público, mas o que daí resultou alimentou diretamente as tardes e, no final, o Mapa criado para a cidade.
para as doze Futura fellows
Futura Lab Fellowship·1 Edição
Reservado às doze bolseiras do programa « Futura Fellows ». O « Time Machine » esteve em ação no Laboratório: doze jovens mulheres de diferentes áreas exploraram possíveis futuros urbanos e investigaram os caminhos, as condições e as estruturas que têm de mudar para que possamos chegar ao Porto que desejamos em 2050. As doze bolseiras participaram no Fórum da Imaginação à tarde; o trabalho deste laboratório contribuiu para a visão coletiva do Mapa do Porto 2050, apresentado no segundo dia.
10 e 11 de julho, tardes, das 14h30 às 19h00
Fórum da Imaginação
Cientistas e artistas abriram as portas do « Time Machine ». Definiram a visão, despertaram a imaginação e transportaram o espaço para o futuro da cidade.
Uma equipa especializada em transformar ideias individuais em visões coletivas, liderada por Roberto Falanga, transformou o Porto numa tela partilhada. Através de métodos criativos e participativos — desenho colaborativo, dramatizações e exercícios de imaginação urbana e utopia —, todos os que entraram no « Time Machine » foram convidados a desenhar os futuros verdes e azuis da cidade.
No primeiro dia, imaginámos desejos: cada participante personificou um elemento não humano — uma árvore, um rio, uma rua, um pardal — e projetou no mapa as aspirações desse elemento para um Porto mais sustentável. Será que uma rua poderia tornar-se mais verde? Será que uma praça poderia tornar-se mais azul?
No segundo dia, os desejos transformaram-se em território: esboçaram-se possibilidades, debateram-se opções e traçaram-se futuros. Da aspiração ao mapa, e do mapa às propostas concretas, tomaram forma princípios capazes de proporcionar ao Porto uma visão de si próprio enquanto cidade.
No final, os participantes criaram um Mapa do Porto 2050: uma cidade fantástica, preparada para as alterações climáticas e socialmente acolhedora, criativa e concebida para enfrentar o futuro.
Foi pedido a todos os inscritos que estivessem presentes nas duas tardes.
Gratuito
Evento público
Inscrição de dois dias
obrigatória
Sexta-feira, 10 de julho
14h30–15h00 Bem-vindo à Time Machine Futura
15h00–15h45 A Árvore da Vida — Joana Vasconcelos
15h45–16h30 O Anel Vivo: Um Cinturão Verde-Azul para o VCI do Porto em 2050 – Professor José Miguel Lameiras (FCUP)
16h30–17h00 Pausa para café
17h00–18h30 O Porto que queremos em 2050 — um mapa participativo traçado com todos os viajantes
18h30 - 19h00 Quão longe percorremos hoje, para onde vamos amanhã
Sábado, 11 de julho
10h00–12h30 Passeio e conversa pelo Porto Azul e Verde – com o Professor José Miguel Lameiras (FCUP)
Tempo e espaço para passear e conversar sobre projetos que já estão a mudar o futuro da cidade — rumo a um Porto Verde-Azul — na companhia daqueles que conseguem ver o futuro a concretizar-se.
No espírito do « Time Machine », esta visita foi, por si só, um pequeno salto no tempo. Convidou-nos a percorrer dois parques urbanos interligados — o Parque Central da Asprela e o Parque da Quinta de Lamas — e a interpretá-los não como obras concluídas, mas como um protótipo em escala real do que a estrutura verde-azul do Porto poderá vir a ser em 2050. Para além do seu valor ecológico, estético, social e funcional, estes parques promovem uma visão voltada para o futuro dos territórios verdes urbanos, demonstrando que a infraestrutura verde não é um extra decorativo, mas sim a base da cidade: o sistema de apoio que possibilita a resiliência climática, a coesão social e a identidade urbana nas próximas décadas.
Em vez de intervenções isoladas, os parques formam uma rede verde contínua que reconecta um território fragmentado — universidades, hospitais, infraestruturas de transportes e habitação —, unindo o que antes estava desligado em termos ecológicos, práticos e simbólicos. Baseado em soluções baseadas na natureza e na adaptação às alterações climáticas, o projeto reúne estratégias como a recuperação de cursos de água, a plantação para o arrefecimento urbano, a conceção de «parques-esponja» para infiltração e recarga de aquíferos, e paisagens com capacidade de gestão de cheias, incluindo zonas húmidas, jardins de chuva, superfícies permeáveis e uma barragem de retenção. Percorrer estes parques tornou-se um exercício de imaginação da cidade através da paisagem — e um lembrete de que partes do futuro desejado para o Porto já estão a ser construídas, passo a passo, na água, no solo, na vegetação e no espaço público.
14h30–15h00 Anteriormente, na Futura Time Machine
15h00–15h45 Imaginando o Verde e o Azul — João Kopke
15h45–16h30 Iusnaturalismo ecocêntrico e direitos da Natureza — Teresa Vicente, Professora e Ativista
16h30–17h00 Pausa para café
17h00–18h30 O Porto que queremos em 2050 — um mapa traçado com todos os viajantes
18h30-19h00 Concerto intimista — Ana Bacalhau
19h00–19h30 Onde chegámos: entrega pública do Mapa Porto 2050
Viajantes no tempo
Artista
Joana Vasconcelos
Professor na Universidade do Porto
José Miguel Lameiras
Surfista, músico, contador de histórias, embaixador da curiosidade
João Kokpe
Professor e ativista
Teresa VicenteTime Machine
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Futura Time Machine uma viagem coletiva de dois dias, onde a ciência, a arte e a imaginação se unem para responder a uma pergunta: como queremos que o Porto seja em 2050?
O ponto de partida é a cidade tal como ela é hoje. O destino é uma cidade verde-azul: mais fresca, com mais árvores, com corredores de biodiversidade, onde a água volta a moldar o quotidiano, com ruas, praças e ribeiros em diálogo uns com os outros. Será que uma rua pode tornar-se verde? Será que uma praça pode tornar-se mais azul? Estas são as questões que a Time Machine .
O programa combina três vertentes: um laboratório para um grupo de doze Futura Fellows, um Fórum da Imaginação aberto ao público e uma cerimónia de encerramento em que tudo é devolvido à cidade, sob a forma de um Mapa do Porto 2050.
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Para quem ama o Porto e quer ajudar a desenhar o que ele se tornará. Para todos os que amam as cidades. Para os jovens e os profissionais em início de carreira que trabalham em desafios locais e globais. Para artistas, cientistas, tecnólogos e ativistas da imaginação. Para vizinhos, professores, urbanistas, funcionários municipais, estudantes e investigadores. Para todos aqueles que compreendem que o futuro da cidade não pode ser delegado, tem de ser desenhado em conjunto.